Jornalismo … o quê?

media-journalismO grande desafio do momento para determinados segmentos, como o Jornalismo, parece ser deixar o mimimi e começar e repensar a si mesmo.

Jornalismo Web. Jornalismo Digital. Seria só mais um modismo da Era da Informação? A revolução tecnológica ocasionada pela incorporação da internet no cotidiano da sociedade moderna trouxe gigantescos desafios para os profissionais de comunicação, mas em especial, ao jornalista – implodindo (?) sua área de atuação.
O grande desafio jornalístico até a difusão da internet parecia ser o de encontrar o “furo” de reportagem, além do exercício de predefinir e filtrar as pautas, os assuntos que o próprio editor/jornal julgasse relevante. A web avacalhou com tudo isso. Com sua essência colaborativa e de informação ininterrupta e multidirecional, a internet impõe ao Jornalismo uma reinvenção: o desafio de pensar mudanças drásticas desde o processo de seleção dos fatos, produção de texto, planejamento de conteúdo, até a própria forma de vender a “força de trabalho” – novas formas de se pensar o esquema redação – jornal – arrecadação ($). Mas longe de encarar isso de forma caótica e totalmente ameaçadora, bons profissionais com espírito empreendedor e alguma visão de futuro podem encarar o momento como oportunidade para o estabelecimento de um novo Jornalismo Digital.

Mas o que isso quer dizer efetivamente? Penso que quando se entende o jornalista como “profissional do texto” ele precisa estar preparado para as mudanças sociais na apropriação e distribuição das palavras. Se o momento envolve plataformas multimídias nesses processos, passa a ser tarefa do jornalista desbravar essas novas possibilidades. Enfrentar a avalanche de informações disponíveis online significa saber produzir conteúdo relevante. Ser capaz de pegar informações e fatos, e não apenas lhes conferir sentido com técnicas avançadas de apuração, entrevistas, imagens e hiperlinks, “Data Journalism” – mais que isso; dar-lhes sentido “para alguém” – para um grupo ou perfil de usuários. Eis um paradoxo de segmentação num ambiente que é absolutamente aberto e democrático. Ciente de que em termos de comunicação e linguagem é impossível se atingir a todos, conquista seu lugar ao sol aquele jornalismo capaz de cativar seus seguidores fiéis, seus leitores. Na web, menos (desde que não sejam tão poucos) é mais. A questão é de preparo do conteúdo com foco na relevância para seu público. Isso pode representar “textões” (extensos, especializados, profundos, perenes) ou não. Podem ser textos curtos (leitura rápida, instantânea, datados, perecíveis) carentes de muitos hiperlinks, suítes, galerias de imagens, infográficos que os complementem. Tem que pensar como o seu texto será distribuído; se está adequado (tags, links, ranqueamento, índice de rejeição) à plataforma em que será veiculado. Isso mostra que o jornalista digital é não só o cara que escreve o texto, mas o estrategista do conteúdo e da distribuição, o designer na informação. O perfil do novo profissional de jornalismo exige estratégia, planejamento, multifuncionalidade.

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